Você já viu aquele momento? Quando seu filho não consegue tirar o brinquedo da caixa e simplesmente desaba no choro. Ou então perde num jogo e quer chutar tudo. Aquela sensação ruim que ele tem… é bem real para ele, mesmo que pareça pequeno demais para gerar tanta emoção.
Nenhum pai gosta de ver o filho assim. O instinto é correr e tirar o choro, oferecer algo, fazer com que o sofrimento desapareça na hora. Mas deixa eu te contar um segredo que aprendi conversando com psicólogos infantis: o que nossos filhos realmente precisam nessas horas não é que a gente os proteja de tudo. É justamente o oposto.
A frustração faz parte da vida. E sabe o quê? Isso é ótimo. Parece ruim no momento, mas é realmente muito bom para o desenvolvimento deles.
Por Que Deixar Seu Filho Sentir Frustração É Um Presente

Vou ser direto com você: crianças que crescem protegidas demais de tudo viram adultos com muita dificuldade de lidar com problemas. Entendo perfeitamente o impulso de evitar que elas sofram, mas funciona ao contrário.
Pense bem. Quando seu filho enfrenta uma frustração pequena — um brinquedo que quebra, você diz não para alguma coisa, ele perde um jogo — ele está aprendendo lições que nenhum livro consegue ensinar tão bem quanto a vida real.
Nesses momentos, a criança descobre que nem tudo no mundo funciona do jeito que ela quer. Parece óbvio para a gente, adultos, mas para uma criança de cinco anos? É uma revelação enorme. E essa compreensão é o alicerce de toda a maturidade que virá depois.
Ela aprende também que os erros não são o fim do mundo. Se tentou algo, falhou e continuou tentando, ali está sendo construída uma confiança genuína. Não aquela confiança de prédio de papelão que cai com o primeiro vento. É coisa sólida mesmo.
Vou te contar algo que vejo muito: criança que falha, tenta novamente e consegue? Essa criança internaliza que esforço leva a resultado. Daqui a alguns anos, quando ela estiver estudando para um teste importante ou aprendendo algo complicado, ela vai lembrar daqueles momentos pequenos onde persistência funcionou. E isso faz toda a diferença.
E tem mais. Quando a criança passa por frustração e consegue sair do outro lado com sua integridade emocional intacta? Ela aprende que feelings difíceis não são perigosos. Ela consegue lidar com eles. Isso é basicamente o oposto de ansiedade e depressão.
O Grande Erro Que Muitos Pais Cometem

Aqui é onde as coisas ficam tricky. Muitos pais bem-intencionados fazem exatamente o que parece correto no momento, mas na verdade prejudica a criança a longo prazo.
A proteção em excesso é o culpado. Você já parou a se pensar como é pais que tentam resolver todos os problemas do filho antes que ele os experimente? Aquela mãe que entra na sala de aula para resolver briga com colega. O pai que faz o trabalho de escola porque o filho achou complicado demais.
Sei que soa estranho, mas essas atitudes corajosas de proteção deixam a criança desarmada. Quando ela chega em situações onde ninguém pode resolver por ela — e isso sempre acontece — ela fica completamente perdida.
Outra coisa que vejo acontecer é minimizar os sentimentos. Você sabe aquele “não foi nada” que a gente sai falando quando o filho chora? Ou “pare de chorar que é bobagem”? Pois é. Para a criança, aquilo não é bobagem. Aquilo é importante demais. E quando você diz que não é nada, o recado que chega para ela é: “meus sentimentos não importam” ou “há algo de errado comigo por sentir isso”.
Tem mais uma: oferecer presente ou doce para consolar. Muito comum mesmo. A criança quer algo, você diz não, ela chora, você acaba comprando um presente para “compensar”. Entendo a intenção, mas o que você está realmente ensinando? Que quando as coisas são difíceis, há uma recompensa esperada. É basicamente condicionar a criança a buscar conforto em coisas externas em vez de trabalhar a própria força interna.
Como Reagir Quando Seu Filho Está Frustrado

Então qual é a forma certa de agir? Bem, não é complicado, mas precisa ser feito com intenção.
Primeiro, você precisa apenas escutar de verdade. Não estou falando daquela escuta de metade da atenção enquanto está olhando o telefone. Falo em pausar o que está fazendo, olhar nos olhos da criança e realmente absorver o que ela está comunicando. Nem sempre você precisa consertar nada no primeiro momento. Só precisa de presença.
Então vem a empatia. E aqui é importante: empatia não é concordar que a criança tem razão ou que o problema é tão grande quanto parece para ela. Empatia é entender que para ela aquilo é importante. Um abraço, conversa calma, tom suave. “Entendo que você está frustrado agora. Isso é válido.”
Quando a criança acalma um pouco — e isso pode levar minutos — aí você começa a trabalhar em soluções juntos. “E agora, o que a gente poderia fazer? Qual seria outra opção?” Vê? Você não está resolvendo. Você está guiando para que ela resolva.
Uma coisa importante: não maximize a emoção. Criança que está frustrada não consegue pensar direito. O cérebro dela está inundado de emoção. Então não é hora de dar uma palestra sobre por que ela foi errada ou o que ela deveria ter feito. Espera passar a onda. Depois você conversa.
Ensinando Seu Filho a Reconhecer o Que Está Sentindo

Sabe por que muitas crianças explodem emocionalmente? Porque elas não conseguem nomear o que sentem. Se a criança não sabe dizer “estou desapontado” ou “fico com medo”, ela vai chorar, ficar brava ou ter uma birra. É basicamente a única língua que ela conhece para comunicar aquilo.
Quando você ajuda a criança a nomear as emoções, algo mágico acontece. De repente, ela não é mais a emoção. Ela está sentindo a emoção. É uma diferença enorme.
Comece cedo com isso. Enquanto lê um livro infantil, pause e comente. “Olha aqui, o personagem está triste porque perdeu seu amiguinho. Vê a expressão do rosto dele?” Ou durante o dia mesmo: “Você está bravo agora porque quer mais tempo de brincadeira e não pode, né? Isso faz sentido.”
Crie um cartaz em casa com carinhas diferentes e seus sentimentos. Pergunte à criança: “Como você está se sentindo agora? Qual dessas carinhas é você?” Brincadeira simples, mas poderosa.
E outra coisa bem importante: fale sobre suas próprias emoções na frente da criança. “Mamãe está um pouco estressada porque foi um dia agitado no trabalho.” “Papai está nervoso com aquela reunião importante, mas também está animado.” Isso mostra que adultos têm emoções variadas também. Não é algo errado ou só de crianças.
Deixar Seu Filho Entender Que Errar Não É Fracasso
Se você tiver que ensinar uma única coisa para seu filho, que seja essa. Errar é ok. Errar faz parte de estar vivo.
Seriamente, pense em você mesmo. Quanto do que você sabe bem, você aprendeu sem errar nenhuma vez? Basicamente zero, certo? Você aprendeu a dirigir errando no começo. Aprendeu seu trabalho errando. Até escrever melhor, a gente aprende errando.
Mas muitas crianças crescem com medo pavor de errar. Porque foram ridicularizadas, porque pai ou mãe falou “como assim você não acertou isso?” ou simplesmente porque ninguém nunca normalizou que errar é necessário para aprender.
Compartilhe seus próprios erros. Isso é mais valioso do que qualquer palestra. “Sabe, quando tinha sua idade, tirei uma nota péssima em matemática. Chorei de vergonha. Mas você sabe? Estudei bastante, pedi ajuda e depois melhorei muito.” A criança ouve isso e pensa: “Então até as pessoas que eu respeito erram? E tudo bem?”
Quando o seu filho erra em algo, reformule na mente dele. Não é fracasso. É informação. “Ah, tentamos daquele jeito e não funcionou. Então já sabemos que não é esse o caminho. Vamos tentar outro?”
E sabe aquele elogio importante? Elogie o esforço dele depois que ele erra, não o resultado. “Estou muito impressionado que você tentou de novo mesmo depois de ter caído duas vezes. Isso é coragem. Isso é determinação.”
A Importância de Aprender a Esperar
Vivemos numa época de tudo rápido. Resposta imediata, entrega no mesmo dia, vídeo que a gente quer assistir na hora. E nossas crianças crescem nesse mundo. O resultado? Muita dificuldade de esperar.
Saber esperar é essencial. Não é luxo. É realmente importante para a vida futura do seu filho. Autocontrole, paciência, habilidade de gerenciar suas emoções quando as coisas não acontecem no tempo que ele quer — tudo isso começa a se construir quando ele aprende a esperar.
Comece pequeno. Com crianças menores, esperas de 30 segundos já são um desafio. “Vou brincar com você em um minuto enquanto termino de fazer isso.” Gradualmente você aumenta.
Um truque que funciona muito bem: use um timer visual. Crianças pequenas não entendem “um minuto”. Mas um vidro com areia caindo, ou um aplicativo que mostra visualmente quanto tempo falta? Isso funciona. Elas conseguem ver o tempo passando de verdade.
Enquanto espera, distraia com algo agradável. “Enquanto esperamos o almoço ficar pronto, vamos cantar aquela música que você gosta?” Assim a espera fica mais suportável.
Jogos de tabuleiro são excelentes também. Criança aprende que nem sempre é a sua vez. Que tem que aguardar. E quando consegue esperar bem, elogie. “Você esperou tão bem! Paciência é uma superação!”
E aqui está o mais importante: você também precisa aprender a esperar. Se a criança a vê sempre impaciente, frustrada por ter que aguardar, ela aprende que isso é ok. Mas se ela a vê esperando com calma, mantendo compostura quando as coisas não estão no ritmo que gostaria… aí sim ela internaliza.
Não Recompense Frustração Com Presentes
Deixa eu ser bem claro sobre isso. Muitos pais fazem assim: filho quer algo, mãe ou pai diz não, filho chora, e aí o adulto compra um brinquedo para “compensar”. Às vezes nem é consciente. É só automático.
Entendo o pensamento. Você quer que seu filho seja feliz. Mas sabe? Essa abordagem constrói exatamente o oposto do que você quer construir.
Você está ensinando que quando há frustração, vem uma recompensa. Isso condiciona a criança a associar experiência ruim com gratificação. E você vê as consequências disso em adolescentes e adultos que buscam conforto em comida quando estão tristes, que gastam dinheiro para se sentir bem, que precisam de algo externo para lidar com emoção interna.
Em vez disso, faça isso: converse genuinamente com seu filho sobre o que aconteceu. Sente, ouça, valide. Isso vale infinitamente mais que qualquer brinquedo.
Elogie especificamente o esforço. “Você ficou triste porque perdeu o jogo, e tudo bem ficar triste. Mas gostei muito de ver que você não desistiu. Tentou até o fim. Sua persistência é o que importa.”
Reconheça o que foi aprendido. “Dessa vez não conseguiu, mas agora você entende melhor como funcionam as coisas. Da próxima vez vai ser mais fácil porque você aprendeu algo importante.”
E sabe qual é o presente real? Sua presença. Um abraço que dura mais que dois segundos. Uma conversa significativa. Tempo verdadeiro com você. Isso é o que a criança realmente precisa.
Seja o Exemplo Que Você Quer Ver
Aqui está algo que a maioria dos pais não pensa: seus filhos estão observando você o tempo todo. Constantemente. Como você reage quando algo dá errado. Como você lida com dificuldade. Como você fala sobre seus próprios sentimentos.
Se você quer que seu filho tenha resiliência, aprenda a lidar com frustração de forma madura e equilibrada, então você precisa fazer essas coisas.
Demonstre calma quando as coisas saem errado. Quando seu carro não pega, quando você derruba algo, quando comete um erro… deixe seu filho a ver lidando com isso de forma tranquila. “Hmm, isso não funcionou desta vez. Vou tentar de outro jeito.” Simples assim.
Fale em voz alta seu processo de resolução de problemas. Isso é poderoso demais. “Primeira opção não funcionou. Qual seria a segunda? Deixa eu pensar…” Sua criança ouve isso e intuitivamente aprender a fazer a mesma coisa.
Admita seus erros na frente da criança. “Fui rude com você essa manhã e não deveria ter sido. Acordei de mau humor, mas isso não é sua culpa. Peço desculpas e vou fazer melhor.” Criança que ouve isso desenvolve humildade, coragem e compreensão de que toda pessoa erra.
Deixe seu filho a ver você tentando algo difícil, falhando e continuando. “Estou tentando aprender a cozinhar esse prato novo. Minha primeira tentativa queimou. A segunda ficou melhor. Vou continuar praticando.” Essa é uma aula de vida bem mais poderosa que qualquer palestra.
E aqui está algo que muitos pais não fazem: mostre compaixão com você mesmo. Quando você erra, não se ataque. Não diga “como posso ser tão burro?” Diga “cometi um erro. Que pena. Vou aprender com isso.” Criança que vê isso desenvolve uma relação muito mais saudável consigo mesma.
Elogie o Esforço, Não Apenas o Resultado
Tem uma psicóloga chamada Carol Dweck que descobriu algo realmente importante. Ela estudou como a forma como elogiamos as crianças muda fundamentalmente como elas veem a si mesmas.
Quando você elogia principalmente pelo resultado — “você tirou 10! Que inteligente!” ou “ganhou o jogo! Você é o melhor!” — a criança desenvolve o que ela chama de mentalidade fixa. A criança passa a acreditar que suas habilidades são fixas, que ou você tem talento ou não tem. Quando essa criança falha, a interpretação é: “eu não tenho talento para isso.”
Agora, quando você elogia pelo esforço — “você estudou bastante para aquele teste”, “percebi que você tentou várias técnicas diferentes até uma funcionar”, “você não desistiu mesmo quando ficou complicado” — a criança desenvolve mentalidade de crescimento. Ela acredita que pode melhorar com trabalho. Quando falha, a mensagem interna é: “ainda não consegui, mas posso melhorar.”
Qual criança você quer criar? Uma que desiste diante do primeiro fracasso? Ou uma que vê fracasso como informação para melhorar?
Então mude a forma como você elogia. Bem simples:
Em vez de “você é muito inteligente”, diga “você trabalhou duro para aprender isso.”
Em vez de “que desenho perfeito”, diga “vejo que você gastou muito tempo nesse desenho, escolheu cores bem interessantes.”
Em vez de “você ganhou porque é melhor que o outro”, diga “você treinou bastante e melhorou muito. Seu esforço fez diferença.”
Pequenas mudanças de linguagem. Grande impacto na forma como seu filho se vê e enfrenta desafios.
Equilibrando Estar Perto e Deixar Ser Independente
Esse é talvez um dos maiores desafios da paternidade. Seu filho precisa de você ali. Mas também precisa de espaço para descobrir que é capaz.
Ofereça apoio emocional, mas deixe pequenas dificuldades acontecerem. Se seu filho tem dificuldade em amarrar o sapato, comece ensinando. Depois deixe ele tentar, mesmo que leve mais tempo ou saia meio torto. Você está ali se precisar realmente de ajuda, mas principalmente oferecendo espaço para ele praticar.
Mostre que você confia na capacidade dele. “Eu sei que isso é complicado, mas confio que você consegue. Se ficar muito difícil, eu ajudo.” Confiança genuína é motivadora. A criança tenta mais duro porque alguém que ela ama confia que ela consegue.
E aqui está algo diferente: deixe seu filho experimentar consequências naturais pequenas. Se ele esquece o lanche em casa e fica um pouco com fome na escola, isso é uma lição muito mais poderosa do que você correndo com o lanche toda vez. (Óbvio, a gente avalia se a criança estará segura e bem. Não é sobre deixar ela sofrer, é sobre deixar ela aprender.)
Seja emocionalmente disponível mas não intrusive. “Vou ficar perto se precisar de mim, mas você pode ter seu tempo para pensar sobre isso.” Criança pequena às vezes precisa processar sozinha.
E em vez de resolver o problema, ofereça ferramentas. “Que você poderia fazer sobre isso?” “Quais são suas opções?” “O que funcionou em situações parecidas antes?” Você está ensinando à criança a pensar, não apenas a depender de você.
O Que Muda Conforme a Criança Cresce
Nem tudo funciona igual para uma criança de 2 anos e uma de 10. Tem algumas coisas que você precisa adaptar conforme ela cresce.
Com crianças bem pequenas — 2, 3 anos — elas têm emoções fortíssimas mas praticamente zero capacidade de controle. O cérebro ainda está desenvolvendo. Então o que funciona é rotina previsível, redirecionar a criança de forma simples, validar o sentimento enquanto redireciona o comportamento. “Entendo que você está bravo, mas bater não é ok. Vamos fazer outra coisa.”
Com crianças um pouco maiores — 4, 5, 6 anos — eles conseguem entender mais coisas. Comece a ensinar nomes de emoções mais explicitamente. Leia livros sobre sentimentos. Use técnicas simples tipo respiração funda ou “tempo para pensar”. Crianças nessa idade adoram dramatização, então atuar diferentes situações ajuda muito.
Com crianças em idade escolar — 7 a 10 anos — elas conseguem raciocinar mais complexo. Aqui você pode ter conversas mais profundas sobre emoções. Pode ensinar resolução de conflitos. Pode explorar causas e efeitos. Uma criança dessa idade consegue entender “quando você faz isso, a pessoa se sente assim.”
Com adolescentes, o desafio muda um pouco. Os hormônios estão mexendo com tudo. As emoções são amplificadas. Eles estão desenvolvendo identidade própria, querendo ser independentes. Aqui é importante reconhecer que os sentimentos deles são reais e importantes, mesmo que pareçam exagerados para você. E continuar sendo exemplo de comportamento emocional saudável.
Quando Procurar Ajuda Profissional
Existem sinais de que pode ser hora de procurar um psicólogo infantil. Nem sempre frustração normal. Às vezes é algo que precisa de intervenção profissional.
Se seu filho tem explosões emocionais extremas e frequentes, onde fica fora de controle por longos períodos. Se há tristeza profunda e persistente. Se a criança começa a se isolar, perde interesse nas coisas que gostava, fica muito agressiva. Se o medo ou a ansiedade parecem desproporcional. Se você como pai está ficando extremamente frustrado ou não conseguindo lidar com o comportamento da criança.
Esses podem ser sinais de algo mais profundo. TDAH, ansiedade infantil, depressão — sim, crianças também têm — ou outros desafios que precisam de apoio profissional.
Procurar ajuda não é fraqueza. É amor. É você reconhecendo que seu filho precisa de algo que você sozinho não consegue fornecer e tendo a sabedoria de buscar ajuda. Isso é uma das melhores coisas que você pode fazer por ele.
Tudo Junto: Uma Vida Mais Feliz
Olha, a verdade é que não existe jeito perfeito de ser pai. Você vai errar. Vai ter dias onde grita quando não deveria, onde resolve problemas que poderia deixar seu filho resolver, onde oferece um presente quando deveria oferecer só um abraço.
Tudo bem. Isso é ser humano.
O que importa é você tentar. É você reconhecer que educar a criança a lidar com frustrações é um presente tão importante quanto alimentação, saúde e educação. É você estar presente nos momentos difíceis. É você ser o exemplo que você quer ver.
Seu filho não precisa de um pai ou mãe perfeito. Ele precisa de você. Do jeito que você é. Falhando às vezes, aprendendo junto com ele, tentando fazer melhor.
E quando você agir assim, quando você deixar seu filho sentir frustração mas com seu apoio, quando você elogiar o esforço, quando você ser o exemplo de resiliência? Aí você está criando uma pessoa que consegue lidar com vida. Que enfrenta desafios com coragem. Que não desiste na primeira dificuldade.
E não é essa a melhor herança que você pode deixar? Muito mais valioso que qualquer brinquedo ou coisa material. É um filho equilibrado, resiliente e emocionalmente saudável.
Então da próxima vez que seu filho estiver frustrado, respire fundo. Lembre-se de que aquilo que parece tão difícil agora é exatamente o que o vai fortalecer amanhã. Esteja ali. Seja presente. Guie com amor.
Isso é tudo que importa mesmo. 💛


