Filipe Martins Ex-diretor da PRF tenta fugir e PF coloca dez condenados por golpe em prisão domiciliar

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Sexta-feira à noite chegou aquela notícia bombástica: Silvinei Vasques foi preso no Paraguai. Quem é ele? Ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal. O pior: estava com documento falso tentando chegar em El Salvador. Quando isso caiu na imprensa, todo mundo já pensou “opa, tem coisa aí”.

No outro dia de manhã, a Polícia Federal já estava batendo em várias portas pelo Brasil. Dez pessoas que foram condenadas por participar da tentativa de golpe agora estão em prisão domiciliar. E não é aquela prisão domiciliar tranquila não, viu? Tem tornozeleira, tem um monte de proibição, a pessoa fica praticamente congelada.

Foi tudo muito rápido

A operação aconteceu em oito estados. Tem gente no Rio, em São Paulo, no Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no DF. O Exército até ajudou em alguns lugares porque vários dos alvos são militares.

Alexandre de Moraes, que é ministro do Supremo, mandou prender todo mundo rapidinho depois que soube da tentativa de fuga do Silvinei. Deu para perceber que ele quis mandar um recado bem claro: “quem foi condenado não vai sumir assim não”.

Quem são essas pessoas?

A lista é pesada. Seis militares de patente alta e uma mulher que trabalhava no Ministério da Justiça.

Tem Ângelo Denicoli, que é major da reserva. Tem dois coronéis: Bernardo Romão e Fabrício Moreira. Tem Giancarlo Rodrigues, que é subtenente. Tem mais dois tenentes-coronéis: Guilherme Marques e Sérgio Ricardo. E tem Marília Alencar, que era diretora de Inteligência lá no Ministério da Justiça.

Quando você vê militar envolvido nesse tipo de trama, bate aquele desconforto. São pessoas que fizeram carreira nas Forças Armadas, ganharam patente, posição. E acabaram do lado errado da história.

Marília estava num cargo que dá arrepio pensar. Inteligência do Ministério da Justiça mexe com informação sensível demais. Ela tinha acesso a muita coisa que a gente nem imagina.

As restrições são bravas

Olha, ficar preso em casa parece melhor que cadeia, né? Mas espera aí. Vem tornozeleira eletrônica grudada no pé 24 horas. Aquele negócio fica apitando se você passa do limite permitido.

Redes sociais? Acabou. Nem Instagram, nem Facebook, nem Twitter, nada. A pessoa vira um fantasma na internet. Imagina você que vive postando story, comentando post dos outros, e de repente: blackout total.

Não pode conversar com ninguém que está sendo investigado também. Se cruzar com alguém na rua, tem que desviar. Parece exagero mas é sério mesmo.

Passaporte foi recolhido de todo mundo. Esqueça viagem para fora. Aliás, nem para dentro do país a pessoa pode ir direito, porque o perímetro é limitado. E nada de receber visita em casa. A pessoa fica meio que numa bolha.

Quem tinha arma registrada perdeu o direito também. Moraes suspendeu todos os portes de arma. Zero chance de andar armado agora.

Cada turma fazia uma coisa diferente

A investigação descobriu que tinha grupos diferentes trabalhando em frentes diferentes. Não era todo mundo fazendo tudo. Tinha organização, divisão de tarefas.

A galera da articulação

Esse pessoal fazia o meio de campo político. Conversava com um, conversava com outro, usava estrutura do governo para pressionar gente. Tinham contato direto com quem comandou a invasão de Brasília em 8 de janeiro.

Filipe Martins tomou 21 anos de prisão. Ele era assessor do governo na área internacional. Condenação pesada demais, mostra que o tribunal viu gravidade enorme no que ele fez.

Marília pegou 8 anos e meio. Menos que o Filipe, mas continua sendo bastante tempo trancada.

Os caras das ações pesadas

Aqui entram os militares que planejaram coisas violentas de verdade. Não era só conversa de boteco, era plano estruturado. Chegaram a pensar em assassinar autoridades. É de arrepiar.

Três deles foram presos nesse sábado. Bernardo Romão pegou 17 anos. Fabrício Moreira levou 16. Sérgio Ricardo também ficou com 17 anos.

Quando você olha essas penas todas, dá para sacar o tamanho da encrenca. Ninguém pega 15, 17 anos de cadeia à toa. O bagulho foi sério.

A turma das fake news

Tinha gente só para ficar espalhando mentira na internet. Corrente de WhatsApp, post no Facebook, vídeo no YouTube. Tudo calculado para deixar a população confusa, com medo, achando que estava acontecendo uma coisa que não estava.

Ângelo Denicoli levou 17 anos por isso. Giancarlo Rodrigues pegou 14. Guilherme Marques ficou com 13 anos e meio nas costas.

Espalhar fake news virou crime grave mesmo. Não dá mais para falar “ah, mas é só internet”. Quando é organizado para derrubar instituição, vira outra história completamente.

A fuga do Silvinei mudou o jogo

Pensa na sequência dos acontecimentos. Sexta de noite: preso no Paraguai tentando fugir. Sábado de manhã: dez pessoas em prisão domiciliar com tornozeleira.

Isso não foi coincidência. O pessoal da Justiça estava de olho, esperando qualquer movimento errado. Quando o Silvinei tentou dar o fora, foi o sinal que faltava para apertar o cerco dos outros.

Tem um clima de “ah, vão tentar fugir? Então vamos dificultar a vida de todo mundo”. E funcionou. Agora tem tornozeleira, tem restrição, tem fiscalização em cima.

Agora é esperar para ver

Essas dez pessoas vão ter que acostumar com uma rotina bem diferente. Acordar todo dia sabendo que está sendo monitorado. Não poder sair, não poder falar com quem quer, não poder nem abrir o Instagram para ver o que está rolando.

Para quem era militar de carreira, tinha status, posição respeitada, deve estar sendo difícil de digerir. Mas fazer o quê, né? Participou de um esquema para derrubar a democracia, agora aguenta as consequências.

A investigação continua rodando. Tem mais gente envolvida que ainda está sendo investigada. Essa história vai render capítulo ainda.

O mais importante é que ficou claro: instituição está funcionando, Justiça está agindo, e quem mexeu com coisa séria vai ter que responder. Pode recorrer, pode protelar, mas uma hora a conta chega.

E quem estava pensando em tentar uma fuginha para o exterior? Melhor repensar essa ideia urgente.

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