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Flamengo leva multidão ao Centro do Rio em festa pelo tetra da Libertadores

Futebol Nacional

O domingo no Centro do Rio virou uma verdadeira explosão de vermelho e preto. Mais de 250 mil pessoas tomaram conta das ruas para celebrar junto com o Flamengo a conquista do tetracampeonato da Libertadores. E olha, não foi pouca gente não — a estimativa inicial era de que meio milhão de torcedores aparecesse. Mesmo com um número menor, a festa foi gigante.

Flamengo leva multidão ao Centro do Rio em festa pelo tetra da Libertadores
Flamengo leva multidão ao Centro do Rio em festa pelo tetra da Libertadores

A celebração que parou a cidade

Sabe aquela sensação de quando seu time ganha um título importante e você só quer sair gritando na rua? Foi exatamente isso que rolou no Rio. Os jogadores subiram em um trio elétrico e desfilaram pelas ruas do Centro, acenando para a galera e curtindo o momento de glória depois de vencerem o Palmeiras por 1 a 0 em Lima, no Peru.

O trajeto não era muito longo — cerca de um quilômetro, saindo da esquina da Rua Primeiro de Março com a Rua Buenos Aires até chegar na Avenida Presidente Antônio Carlos. Mas esse pequeno percurso virou um mar de gente celebrando.

A delegação até atrasou um pouquinho para chegar. O voo desembarcou no Aeroporto do Galeão em um horário que acabou atrapalhando o cronograma inicial. Mas ninguém ligou muito para isso. A galera estava era com energia de sobra para comemorar.

A taça que virou meme

Agora vem uma das partes mais curiosas dessa história toda. A taça da Libertadores estava… quebrada. Isso mesmo que você leu. O bonequinho que fica no topo do troféu estava rachado e alguém teve que dar um jeito com fita adesiva para segurar a peça.

Dá para imaginar a cena? O time conquista o título mais importante da América do Sul e a taça chega remendada com fita adesiva. Virou piada nas redes sociais rapidinho, mas também mostrou o quanto a festa foi intensa desde Lima.

Provocações que esquentaram ainda mais o clima

E festa de torcida do Flamengo sem provocação ao rival? Impossível. Durante todo o desfile, dava para ouvir músicas cutucando o Palmeiras. O clima esquentou quando o lateral Viña pegou o microfone e puxou aquele grito clássico: “não tem Mundial!”. A galera toda repetiu em coro, numa alfinetada direta ao time paulista.

Mas não parou por aí. Minutos depois, foi a vez do equatoriano Gonzalo Plata entrar na onda. Só que ele mirou em outro alvo: o Vasco, rival carioca. Pegou o microfone e mandou uma das músicas mais conhecidas da torcida rubro-negra, aquela que cutuca o time de São Januário. A torcida foi ao delírio.

É aquela coisa, né? Ganhar título é bom, mas provocar o rival faz parte do pacote completo da comemoração. Faz parte do folclore do futebol brasileiro.

Os momentos de tensão que ninguém esperava

Infelizmente, nem tudo foram flores. A festa teve dois momentos bem tensos que deixaram todo mundo preocupado.

O primeiro rolou perto do trio elétrico. A galera começou a apertar demais, empurrando uns aos outros, e a confusão se formou. Pedro, o centroavante do time, até pegou o microfone e pediu calma. “Galera, calma aí! Vamos curtir com segurança”, foi o recado que ele tentou passar.

Mas o momento mais complicado aconteceu no final do desfile. Na hora da dispersão, quando os jogadores estavam saindo do trio, parte da torcida tentou furar o bloqueio da polícia. E aí a situação ficou feia mesmo.

O confronto com a PM e o uso de gás lacrimogêneo

Policiais militares usaram cassetetes contra alguns torcedores que insistiam em avançar para a área onde os atletas estavam. Logo depois, bombas de gás lacrimogêneo foram jogadas para dispersar a multidão. Dá para imaginar o caos? Gente correndo para todos os lados, aquele cheiro forte do gás no ar, pessoas tossindo.

A Polícia Militar soltou uma nota explicando o que aconteceu. Segundo eles, alguns torcedores tentaram ultrapassar a barreira de segurança que protegia o caminho da comitiva de jogadores. Como o pessoal insistiu em avançar, a PM decidiu usar “instrumentos de menor potencial ofensivo” — que é o termo técnico para cassetetes e gás lacrimogêneo — de forma “proporcional e gradativa”.

No comunicado oficial, a polícia disse que as medidas foram necessárias para “manter a integridade de todos os presentes e assegurar que o percurso da comitiva fosse concluído sem incidentes”. Mas muita gente questionou se era realmente necessário usar gás em uma festa de comemoração.

O alerta do prefeito Eduardo Paes

Durante a manhã, o prefeito Eduardo Paes usou as redes sociais para fazer um alerta importante. Ele pediu aos torcedores que saíssem das marquises dos prédios. Sabe aquela história de subir na marquise para ter uma visão melhor do desfile? Pois é, isso é super perigoso.

As marquises antigas do Centro do Rio não foram feitas para aguentar peso de várias pessoas. Tem risco sério de desabar. Eduardo Paes fez questão de reforçar o alerta porque já teve casos assim em outras ocasiões e sempre acaba em tragédia.

Uma festa que dividiu opiniões

Olhando o panorama geral, a comemoração do Flamengo pelo tetracampeonato da Libertadores foi um evento gigante. Mais de 250 mil pessoas nas ruas mostrando o tamanho da torcida e a importância desse título para o clube.

É claro que toda festa grande sempre tem seus problemas. O ideal seria que tivesse sido tudo perfeito, só alegria e celebração. Mas a realidade é que eventos com tanta gente precisam de um planejamento de segurança muito bem feito.

Os jogadores e a comissão técnica curtiram o momento. Afinal, quantas vezes na vida você ganha uma Libertadores? São momentos que ficam marcados para sempre na memória de qualquer atleta. Ver aquele mar de gente vestindo as cores do time, cantando, pulando, celebrando junto — isso não tem preço.

O significado do tetra para a Nação

Conquistar quatro títulos da Libertadores coloca o Flamengo em um patamar especial no futebol sul-americano. Não é qualquer clube que chega lá. É preciso muito investimento, planejamento, contratações certas e, claro, um pouco de sorte também.

Para a torcida, cada título desses é motivo de orgulho imenso. Ainda mais quando vem contra um rival forte como o Palmeiras, que também vinha em busca do título. A vitória em Lima foi sofrida, suada, daquelas que você comemora cada segundo até o apito final.

E a festa no Rio foi só o reflexo de tudo isso. A alegria, a emoção, aquela sensação de “somos campeões” que todo torcedor quer sentir. Mesmo com os problemas de segurança, dá para entender porque tanta gente foi para a rua. É o futebol mexendo com as emoções das pessoas.

Expectativa versus realidade

A organização esperava mais de 500 mil pessoas, mas “apenas” 250 mil apareceram. Mesmo assim, dá para dizer que foi um sucesso? Com certeza. Estamos falando de um quarto de milhão de pessoas ocupando o Centro do Rio em pleno domingo.

Talvez o número tenha sido menor por causa do horário, do cansaço depois de uma final tão tensa, ou até pelo receio de enfrentar multidão. Mas quem foi, viveu um dia inesquecível. Aquele tipo de experiência que vira história para contar pros filhos e netos.

O Flamengo é conhecido por ter uma das maiores torcidas do Brasil. E sempre que o time conquista algo importante, a Nação se mobiliza para celebrar. Faz parte da cultura do clube essa proximidade entre jogadores e torcedores.

Lições para o futuro

Toda festa grande deixa aprendizados. Para as próximas comemorações — porque com certeza vão ter outras, né? — alguns pontos precisam ser repensados. O esquema de segurança talvez precise ser mais robusto nas áreas de dispersão. A comunicação com a torcida sobre comportamentos de risco poderia ser mais intensa.

Mas no fim das contas, o que fica é a memória de um dia especial. O Flamengo tetracampeão da Libertadores. Uma taça quebrada que virou símbolo da festa intensa. Um trio elétrico cheio de jogadores felizes. E milhares de torcedores vivendo o sonho de comemorar mais um título do time do coração.

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Porque é disso que o futebol é feito, não é mesmo? De emoção, de festa, de união. E também de alguns exageros e problemas que a gente espera que sejam evitados da próxima vez. Mas o importante, o essencial, é que mais um capítulo glorioso foi escrito na história desse clube gigante.

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